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A crise européia e o capitalismo global

Reproduzo abaixo excelente artigo do Prof. Giovanni Alves que trata da relação entre a crise européia e o capitalismo global.

Sugiro a leitura atenta do artigo pois acredito que quando o professor se refere à conjuntura política partidária na Europa, a situação é bastante parecida com a brasileira. Tanto lá quanto aqui, não temos projetos de direita e de esquerda. Tanto lá quanto aqui, temos a hegemonia do pensamento único no que se refere à administração do Estado. Qual seja, o receituário neoliberal de austeridade demandado pelo capital financeiro internacional por meio dos organismo internacionais que o representam.

Outro aspecto em que cabe a analogia com o Brasil, diz respeito à cegueira ideológica. A diferença talvez seja que por lá, as pessoas ainda não perderam a coragem para protestar. Diferente daqui, vão à luta, ainda que não saibam quais são os seus reais inimigos.

No Brasil só protestamos quando somos conclamados pelo PIG e nossas manifestações, quando acontecem, na maioria das vezes são vazias de sentido. Um exemplo? as caminhadas pela paz.

Fiquem com o  belíssimo artigo do professor Giovanni Alves:

Giovanni Alves

A crise financeira de 2008 expõe com candência inédita, por um lado, a profunda crise do capitalismo global e, por outro, a débâcle político-ideológico da esquerda socialista européia intimada a aplicar, em revezamento com a direita ideológica, os programas de ajustes ortodoxos do FMI na Grécia, Espanha e Portugal, países europeus que constituem os “elos mais fracos” da União Européia avassalada pelos mercados financeiros.

Aos poucos, o capital financeiro corrói o Estado social europeu, uma das mais proeminentes construções civilizatórias do capitalismo em sua fase de ascensão histórica. Com a crise estrutural do capital, a partir de meados da década de 1970, e a débâcle da URSS e o término da ameaça comunista no Continente Europeu, no começo da década de 1990, o “capitalismo social” e seu Welfare State, tão festejado pela social-democracia européia, torna-se um anacronismo histórico para o capital. Na verdade, a União Européia nasce, sob o signo paradoxal da ameaça global aos direitos da cidadania laboral. É o que percebemos nos últimos 10 anos, quando se ampliou a mancha cinzenta do desemprego de longa duração e a precariedade laboral, principalmente nos “elos mais fracos” do projeto social europeu. Com certeza, a situação do trabalho e dos direitos da cidadania laboral na Grécia, Espanha e Portugal deve piorar com a crise da dívida soberana nestes países e o programa de austeridade do FMI (clique aqui e continue lendo).

A Crise Européia

 
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Publicado por em 10 de junho de 2011 em Uncategorized

 

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